belarte, belarte... quisera eu responder em cima de tão prolixas figurasde linguagem. agora me faltam palavras. vou ficar em casa hoje, ler meu rum ou misto quente*... beber thompson e devorar bukowski*. a não ser que você queira fazer alguma coisa e me convide.
tu entraste, estava eu aqui saindo da minha "meditação" e, bem, só queria terminá-la antes de aparecer, te dizer o que achei desse desfile onírico... mas foste embora... em sonho presencio o espetáculo.
kazam!
Prendi sua atenção? Se não, começo de novo, direto ao ponto: deu-se o início mês passado um blog internacional escrito por cinco pessoas em cinco países diferentes!
Someone tá lá em Londres esperando sua vez. Kissy Kissy Heart tá na California mandando brasa. Em Le Mans, ferve Angelica Evila. Na costa oeste da Austrália, bronzeia-se Takissilunar. E o Tilty aqui do paulistano outono. A lingua é a bretã. Os tipos de textos, os mais variados.
WordEx
A escrita pra mim é um acontecimento inusitado; tá tudo calmo e tranquilo até que de repente um vulcão começa a cuspir fogo pela boca. É quando sinto que preciso escrever ou se não vou morrer ao explodir por dentro e tenho que por toda a sujeira pra fora, compreende?
Há algo novo acontecendo.
Por isso, agradeço a você leitor(a) a graça alcançada. E Traduzo o que já escrevi em Loco Mosquito.
Eu acredito que a arte é algo que você vive, ao invés de algo que você faz meramente. Eu subtamente fundo à orgânica meus sentimentos e pensamentos de maneira a procurar fluir entre claro e escuro, engraçado e mórbido, experimental e belo.
“Seja cuidadoso, não comece a se expor”, disse um bom amigo meu. Mas eu não sei fazer assim. Esta má tradução caiu como uma luva: "Antes que não houve nenhuma causa do problema mim realmente não se importe com minha imagem. A edição é sobre alguma outra pessoa que estava em minha vida uma vez acima em um momento."
Confuso, inédito, inseperado. Sou eu, prazer em conhecer. Mas a confusão reflete bem meu espírito na época.
É mais fácil ser um vulcão do velho sangramento quente do que “um mosquito novo loco”: mais do que sugar o sangue de uma outra pessoa vã para sobreviver, há uma insaciável necessidade do mosquito loco de encontrar uma fonte para alimentar sua libído, frio e calculista, como outrora disse o interminável Iggy Pop: “E aqui eu vou / outra vez no amor/aqui mim ir-oh wo wo/como um mosquito/mim loco logo começa a queimar de energia/mas você quer sempre me batê/como um mosquito loco/'rodeando e 'rodeando e 'rodeando eu vou /e quando eu estou com fome/para baixo eu vou”.
Sujinsgrado aqui é sobre enterrar o passado, respirar o presente e avistar o futuro. Um lugar para esquecer a humildade, queimando-se reluzente em sangue e sujeira, atemporal e totalmente comtemporâneo, um lembrete que ninguém na face Terra faz a literatura completamente igual ao Tilty aqui - nenhuma imodéstia - apenas minha mente que é fruto da aventura original de minha vida, única, portanto, sem paralela. Contudo, não tenho nenhuma necessidade em ser considerado gênio. Eu só quero procurar uma nova visão, menos conceitual e dispensar-me de todas as influências.
Eu faço textos que soam como ao extremo da nudez de descascar-ao-osso do ponto crucial do sexo e da morte e da loucura no coração de todos os rolos e do muito melhor de tudo o que eu vivi em minha vida até agora.
E a única maneira de puxar tudo para fora é me colocar através da amargura criativa, física, financeira e emocional. É definitivamente uma jornada. E eu confirmo isto com o ar sanguíneo de um selvagem que acredita que qualquer coisa que não mata me faz mais forte.
Minha cabeça está cheia das artes - finais e as películas e a música a que eu hei de fazer para que ninguém preste atenção um dia.
Vivo em uma época que se você gastou muito tempo se dando à arte e o respingamento acima de você começa a ser presumido como uma farsa então é uma batida que te põe para baixo como perda de tempo para ser esculachado.
Tudo é sobre ser realista. Ninguém quer ver melhor a forma em detrimento ao conteúdo e se atenha à confusão, não à explicação.
Eu apenas estou apreciando-me. Eu sei que eu estou sendo visto como escuro, chocante, distorcido, lesado, bizarro e semi-gótico - mas eu nunca me senti assim.
Minha explosão vulcânica veio de uma maneira longa desde que o sonho sobre trazer o romance e o sexo e o encanto e o rolo da rocha* que vivi a este sítio transformaram-se no grande prazer da minha vida.
Sujinsgrado é uma viagem onde eu não penso sobre qualquer coisa que eu tenho feito antes e tudo apenas… cai fora de mim. Eu sou muito orgulhoso dele; meu vulcão explosivo.
Eu escrevo desde (muitas coisas) antes que eu comecei a ter este blogue. Tomei algumas tentativas falidas em situações diferentes e tive de ir aos lugares loucos e ao corredor fora do dinheiro para que eu iniciasse a me colocar nos eixos e não me descrevi em paz direito ainda.
Mas um dia eu vou virar. Vou acontecer. Sei que vou. Eu estou à minha maneira. Quem me segue aqui não perde por esperar.
* rock'n roll
PS: já faz tempo, mas esqueci de agradecer; grato a todos pela farta votação na minha enquete. 119 votos me deixaram muito honrado, sabendo-se que os IPs não se repetem. Ter cerca de uma centena de leitores em tão pouco tempo é o suficiente para me deixar perturbado.
PpS: tudo foi proposital aí; inclusive e principalmente, todos os (d)efeitos disléxicos .