quinta-feira, 18 de outubro de 2007

LIVROS DE FICÇÃO FICTÍCIOS


"ESPÍRITO ADOLESCENTE"

A saga de Santiago, cheia de ação, suspense e romance. Uma história sobre achados e perdidos, escolhas que fazemos, as pessoas que encontramos pelo caminho e as que deixamos para trás.

Trechos:

"Para te falar a verdade, conhecer garota tão espetacular quanto ela foi mais precioso do que encontrar água no meio do deserto. Difícil descrever o que rolou, mas imagine estar sob um calor infernal caminhando sobre brasas, e, de repente, se refrescar num oásis onde há ecstasy com água de coco e observar um maravilhoso luar enquanto os ETs estão invadindo a Terra - ou só a minha cabeça? Delícia. De lamber os lábios. E não só os meus."

"Você vê? Ela sumiu porque está apavorada! Mas não vou ficar me lamentando. Seria inútil me arrepender pelos meus atos impulsivos de paixão. Foi dolorido aprender a desencanar dos meus erros. Não vou regredir agora. Não vou me perder. Não tenho nada a perder. Eu não prefiro nada, simplesmente vou se acho que devo. Com ou sem certeza. Bola para frente. Agora venha o que vier. Depois a gente vê e corrige mais tarde, se for o caso. "


"MEU CORAÇÃO, NÃO SEI POR QUÊ"

Aos olhos das crianças, o mundo é mágico, simples e tudo é possível. Quando crescemos, enchemos nossa vida de problemas e complicações, mas tudo se resolve novamente quando estamos apaixonados.

Trechos:

"Allen-Ginsbergianamente Os corpos quentes brilham juntos na escuridão. A mão se move para o centro da carne. A pele treme de felicidade. A alma sobe feliz até o olho. Em sonhos nos toca o corpo. Em pensamentos constrói a salvação. Na imaginação aflige-se até tornar-se humano - e, real - sai do coração ardendo de pureza."

"Quem sente na alma ousa dar-se, sem nada em troca, assim como o pensamento é dado. Se tudo der errado, se for rejeitado, sabe-se: mil vezes um coração partido, que depois pode ser reconstruído, do que um coração inabitado e morto e vazio que não para em pé."

"Equívoco muito comum é pensar no amor platônico como algo impossível. Sim, o amor em Platão é falta. Porém, no sentido de que o amante busca no amado a Idéia - verdade essencial - que não possui. Nisto, supre sua falta e se torna pleno, de modo recíproco. Ou seja, é o 'te amo pelo que não sou - e vice-versa - por isso nos completamos'. Nem de longe é a noção de amor covarde que nunca se realizará."


"CRÍTICA"

Qual é o artista de hoje e qual é a sua arte? Sabe aquela pessoa distante que sempre está na sua mente? Você já pensou que, se você não fizer nada, é como se esse momento nunca tivesse existido? Uma história sobre o mundo de hoje, a vida e as relações entre as pessoas.

Trechos:

"Estar com quem o idolatra incondicionalmente é tão fácil a ponto de ser sem sentido. Sem graça. Sem sal. Sem pimenta. Viver sem desafio é para imbecis, fora que é muito chato. O mesmo pode-se dizer dos artistas. A maioria entrega exatamente o que público quer. Jogar jogo ganho é moleza. Uma irritante perda de tempo. Não há esforço pela conquista. A recompensa é rasa, fútil. Fazer bem feito não é tudo, mas tudo tem quer ser motivado. Contrariar, instigar, chocar, causar espanto, dúvida, surpresa. Isso sim é atraente; sempre que os meios justificam os fins. Do contrário a arte é só bela, nada mais. E num relacionamento, quando os fins justificam os meios, é apenas sexual. Tudo o que envolve o caminho precisa ser muito mais atraente e interessante do que o destino, para valorizá-lo."

"O importante é não ter medo de sentir medo, não deixar de correr riscos; é arriscar-se sem medo de ser feliz. O importante é a emoção da aventura. O importante é sentir na barriga aquele friozinho da inconsequência, da travessura. O importante é querer morrer pelo que se disse e, já no instante seguinte, compreender que não, ao contrário, que isso que é viver... isso é que é vida."


"MESA PARA DOIS"

Após começar a trabalhar com o excêntrico cineasta Luca Di Bolzano, Anna Giulia deixa de ser somente uma ex-modelo, aos poucos vai se descobrindo uma atriz e sua vida começa a se transformar. Após as filmagens o jovem Luca precisa terminar de editar o seu filme. Anna tem as tardes livres.

Trechos:

"Esse Luca tá me deixando louca. Cê não tem uma noção! Como pode, baixinho assim, mexer comigo desse jeito? Tento entender... ok. Ele é integro, honesto e inteligente. Também é obsessivo pelo trabalho, incansável e até maluco. Mas para resumir: é intenso. Luca transpira 100% de intensidade. Um artista ultraprofílico. Puta amigo fiel, já percebi. Ele parece um falso grudento, parece um conquistador compulsivo e parece meio junkie também. Quase um chato, mas não é. O Luca é mais do que legal. E generoso. E charmoso. E atencioso. E carinhoso. E cheiroso. E gostoso. E o jeito que ele me olha... ai, ainda não sei se sinto medo (de gostar) ou tesão."

"A primeira vez que vi Anna Giulia achei que ela tinha muita perna, perna longa mesmo, igual ao desenho animado. Achei também que o rosto parecia um desenho. Quando vi Anna de novo, achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo. Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse. Da terceira vez não vi mais nada. Não vi rabo de cavalo nem salto alto. Não vi. A visão embaçou, a boca secou, o chão tremeu. Os céus se misturaram com a terra e o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas."


"AMOR PULSA MAIS RÁPIDO QUE SANGUE"

Giovana resgata seu carro e mata o autor do roubo; seu ex-marido, que a violentou ao se aproveitar de sua condição desesperadora. Morando sozinha pela primeira vez na vida, ela conhece Giacomo, que luta contra seu caos psicológico. Ele a encontra torturando-se por causa do trauma e então se sacrifica numa “performance de pintura com sangue” para assim compartilhar da mesma dor e sofrimento. Eles se isolam no ateliê por três dias e se ocupam fazendo artes plásticas e amor visceral. Ao perceberem que o sangue determina a emoção e o desejo de ambos, finalmente cortam seus corpos e sugam um o sangue do outro. E acreditam que espiritualmente se tornarão um só depois de se conectarem tão profundamente.


Trecho:

"Pela manhã, tudo o que restava era o seu cheiro impregnando o travesseiro. E uma carta escrita a mão toda amassada em cima da mesa:

uma vez eu disse que 'mergulhar na própria alma é fazer só aquilo em que você acredita, sem compromisso com o resultado'.
Então aqui vai uma mensagem especial:
só concebo a arte através do amor e amor era só o que havia ontem
e eu só acredito em amor com grito
e em existência com dor
e em carinho com os dentes
e em coração que esmurra o peito assim todo descompassado
e em sangue que corre e ferve sem pudor
e eu só acredito na fome que o vermelho incita
e em cabeça que transborda sem freio na descida
e em corpo que tem febre e queima noite adentro
eu só acredito nessa fissura infinita
eu só acredito nisso.

ei, eu acho que só acredito em você!"