ligar e perguntar se tá tudo bem: seria uma ofensa?
pra quem?
pra mim, ora.
tsc.
foda-se.
ligar pra saber como o outro está é sempre bom; "oi, tá tudo bem?"
simples.
pois é... fiz uma tentativa de exorcismo, mas poxa, não consegui e agora fico pensando como ela está...
preciso deixar de ter medo duma reação; não importa qual seja eu preciso saber qual é.
eu só queria entender porque eu faço disso um cavalo de batalha; fico nervoso em mão suada e coração disparado!
humpf! que legal, né?
como acabo com isso!?
"enjoy it".
fala sério.
seríssimo.
adrenalina; cara, você não gosta?
pior que gosto...
pior ainda: acho que por isso que gosto dela, porra!
mas é ruim, sabe?
tipo uma droga: é bom mas faz mal.
ow, se é bom não pode fazer mal.
boas emoções.
a perder não tenho nada, né?
nadica de nada!
então...
vou surfar nessa emoção então.
lá vou eu outra vez!
5 minutos depois...
bah, não vou ligar.
o que é muito louco porque agora que criei coragem isso perdeu a importância, perdi a vontade.
é, é.
e deu vontade de escrever.
eu tô sentindo um vazio na alma, sabe?
um estado de pureza tão pura que nada suja.
saca?
uma esponja de sentimentos que não sente nada.
e eu os espremo todos aqui.
sem peso, só resta leveza.
leve feito uma pluma, mas não de felicidade, de vazio mesmo.
oco.
sabe como?
é como se eu voasse ao sabor do vento, não da minha vontade.
eu flutuo nos meus sentimentos, mas não como Peter Pan que voa(va) pra onde quer(ia) com pensamentos felizes.
não há felicidade.
e nem tristeza.
apenas me sinto pleno.
plenamente solto.
passou o nervosismo, a taquicardia, o suor nas mãos...
e a vontade de falar com ela também.
por equanto sim.
quem sabe outro dia?