quinta-feira, 24 de abril de 2008

A eterna lagarta

Parece que estou para morrer

Todo mundo está, de uma maneira ou outra, eu sei

Preciso / tenho que / VOU

Botar pra fora

Em fogo pela boca

Vômito pelos dedos

Lágrimas pelo caralho

Até isso

Meus olhos, meu Deus

Sagram em litros

A vontade de chorar é bem vinda

Porque assim esqueço minha náusea

Minha ânsia incontrolável só cessa quando meus olhos lacrimejam

Meu enjôo

Um sal-de-fruta sabor guaraná

Um arroto

E eu estou novo em folha

Só do estômago

Pois meu coração continua apodrecendo sentimentos cada vez mais rápido

Em compensação não há limites para meus malditos pensamentos aflorarem

Sempredepressacomtantapressaetãodepressa

Que eu fico a divagar

Tãããoo de-va-gaaar

Que'u não consigo capturar as idéias brotadas

Então fico neste casulo vendo as borboletas voarem

A eterna lagarta