quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lucidez(?)

Não consigo mais sentir orgulho por tudo que faço; nada que conquisto é válido.

Vontade: jogar tudo pro alto.

As vezes dinamito a mim mesmo só pra atingir os que estão à minha volta. Não chegue muito perto; homem-bomba-emocional vai ferir você!

Tô de saco cheio de esperar por uma eterna virada. "Cansei de invejar o sucesso da mediocridade alheia", disse eu um dia.

E não é que hoje em dia recebo elogios de tudo quanto é gente? Apesar de não reconhecer a honestidade em alguns, sinto sicenridade da maioria.

Humpf! Já não sei mais de quantos imbecis é composta a humanidade.

Vivo num país onde o dinheiro público financia otários corajosos e seus projetos "culturais" e eu me pergunto do que adianta minha sensatez medrosa.

Talvez a veradeira dicotomia não seja "medo versus coragem" mas sim "cara-de-pau versus timidez".

O que eu quero afinal?

Sei lá! Não sei ao certo, este é o problema.

Amar e ser amado é básico.

E gerar um descendente.

A vida eterna é impossível e inaceitável.

Porém eu preciso ter consciência de que ninguém vai ser uma continuação minha.

Puta que o pariu, farei sofrer e ainda hei de sofrer. Estamos todos condeandos a isto. É o preço por estar vivo.

Pois pago com gosto. De sangue.

A maioria das pessoas - os idiotas que não dão a mínima - está morta e nem tem consciência disso. Não fazem nenhuma diferença.

Divirtam-se, ocos.

Eu quero SOFRER pra poder melhor VIVER.

Até a última gota sanguínea de lágrima e suor. Salgando assim a minha existência ao buscar os temperos da vida.

Meu maior desejo é marcar, cravar em marca de cicatriz essa efêmera passagem por aqui. Tatuar isto aqui - chame de "Terra, Vida, Existência" - ou seja lá o que for essa carne e osso que encobrem nossos sentimentos e pensamentos.

Alma versus Matéria, Espírito versus Corpo, Física versus Meta-física; eis os duelos da nossa vã filosofia.

Blá, blá, blá.

Porra, não vou medir esforços e empenho, caralho. Preguiça é cova. Desleixo é caixão e vela preta e flores brancas. Descaso é crematório. Negligência, imprudência e imperícia consigo mesmo.

Tô fora! Fora desse mausoléu de alegorias travestidas de alegrias. Hedonismo cansa e é inútil. Perda de tempo. Tempo tão precioso e cada vez mais escasso.

Renasci.