Cê que sabe
se você deve
querer me ver
e me ver te querer.
Não sei
se errei,
se me precipitei,
mas sei o que sei.
Sei ler,
sei escrever,
posso respirar,
meu coração pode pulsar:
fatos comprovados.
Minha sedenta saudade se desdobra...
sou eu ou meu ego?
Escrevo umas palavras
e não importa se as faço ou não rimar.
Te insiro num clima de fantasia e devaneio,
crio um tema para um enredo de exageros
e talvez não tenho nada que algo mude...
sou eu ou minha atitude?
Se eu quero me aproximar de você
sinto falta dos sentimentos extremos,
dos extremos exibidos abertamente,
despretensiosamente,
calorosamente
praticando,
aproximando
e pressionando...
a mim ou a minha sanidade?
Vou ficando carente
e pensando na gente
se olhando,
se tocando,
precisando...
sendo preciso passo pelo fogo para explicar o meu hospício.
Podíamos nos destacar das multidões
quando compararmos as nossas visões
e podíamos ter momentos de ócio juntos
enquanto conversamos sobre qualquer assunto
Podíamos ir tentando...
tem tanto tempo que saboreio este desejo
e ouso mesmo ao rimar esta linha com beijo.
Escrevo não só para ouvir a sua voz,
mas para ficarmos assim:
a sós.