terça-feira, 16 de setembro de 2008

Trilogia de Quatro - II

Estudante, costumava almoçar em um restaurante meia-boca ali no centro da cidade, ao pé do Copan. A comida não era lá essas coisas, mas o preço se adequava ao seu apertado orçamento. Além disso, lá trabalhava Nairah, a garçonete.

Morena de pele alvíssima, traços fronteiriços, cabelos lisos, pretos e longos, baixinha e dona de umas ancas maravilhosas, com certeza as melhores da redondeza. Passava por ele sempre apressada, segurando bandejas, limpando mesas, carregando garrafas. Não tinha um belo rosto, mas seu rebolado era de uma classe fora do comum e despertava nele diversas fantasias. Enquanto almoçava, sonhava possuí-la ali mesmo, por cima daquelas mesas, sob os olhares incrédulos dos outros fregueses. Ela era bastante assediada, mas parecia não dar bola a ninguém. A moça tinha classe.

O tempo foi passando e suas fantasias com Nairah foram se tornando cada vez mais férteis.

Certa madrugada ele caminhava sem destino pela Augusta em busca de algum bar qualquer para umas cervejas, quando avistou Nairah. Foi difícil reconhecê-la. Estava em uma esquina, toda produzida, batom bem vermelho, salto alto e uma saia tentadoramente curtíssima.

Ela procurava não lançar olhares e sorrisos sensuais para os carros que passavam por ali, como faziam as outras, mas mesmo assim, estava na cara; Nairah, a garçonete, agora era uma garota de programa! Foi difícil acreditar.

Aproximou-se dela. Quando o viu, pareceu tê-lo reconhecido e sua face ruboresceu. Não o olhava diretamente nos olhos enquanto ele falava.

_Olá.
_Você não é a garçonete...
_Era. Aquilo não estava rendendo e eu tenho que pagar minhas contas.

Neste momento um volkswagen vintage de placa preta parou e um cara pálido de cabelo descolorido colocou a cara para fora e a chamou. Trocaram algumas palavras, Nairah entrou no carro e saíram.

TO BE CONTINUED...